Dando seguimento a nossa série de artigos sobre DST´s, encontrei este texto na base de dados do Ministério da Saúde. Achei interessante a abordagem rápida e direta e acrescentei alguns aspectos mais atualizados.
Lembre-se: Camisinha previne contra as doenças sexualmente transmissíveis. Use sempre!!!!
Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. A grande maioria dos estudos demonstram que o uso correto e sistemático de preservativos (camisinhas) em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção da transmissão do HIV e de outras DST´s.
A camisinha é mesmo impermeável?
A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Um grupo americano “esticou” o látex do preservativo (utilizando-se de microscópio eletrônico) em 2 mil vezes e não foi encontrado nenhum poro. Outro grupo, examinou as 40 marcas de preservativos mais utilizadas em todo o mundo, ampliando 30 mil vezes (nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar apresentou poros. Isto demonstra que, mesmo nos piores casos, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção contra o vírus da aids do que a sua não utilização.
E por que às vezes estoura?
Quanto à possibilidade do preservativo estourar durante o ato sexual, as pesquisas sustentam que os rompimentos se devem muito mais ao uso incorreto do preservativo, do que a uma falha estrutural do produto.
Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente?
Abrir a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar lubrificantes, usar somente os que sejam à base de água, evitando vaselina e outros lubrificantes à base de óleo. Após a ejaculação, retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha, e dar um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a camisinha mais de uma vez!
Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, cuja finalidade é atestar a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estejam há muito tempo guardados em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento. Utilize somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito.
Quando a camisinha estoura, que atitude deve ser tomada?
Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com as secreções sexuais e o risco varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do(a) parceiro(a) infectado(a), a presença de outra doença sexualmente transmissível, entre outros. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena (como, por exemplo, parceiro de sorologia desconhecida), deve-se fazer o teste após 90 dias para que a dúvida seja esclarecida.
Se o parceiro é sabidamente infectado ou há grande risco de contaminação (presença de outras DST´s, feridas, comportamento de risco) os infectologistas recomendam o uso de drogas anti-retrovirais ou coquetel até a confirmação ou não com o exame de sangue.
A ruptura da camisinha implica risco real de adquirir a infecção por HIV. Independente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A lesão de mucosas genitais pode implicar um risco adicional, pois, caso signifique presença de uma doença sexualmente transmissível, como a gonorréia, o risco de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal.
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5 comentários:
Graças a Deus nunca passei por isso, mas com tanta promiscuidade... o que fazer com a cabecinha não pensante dos amantes?!?!
Saudações!
Amiga Iara,
O seu artigo é verdadeiramente importante, pois explana de maneira clara o uso correto e as providências que devem ser tomadas em caso de acidentes. O texto educativo e conscientizador!
Parabéns pelo Post!
Abraços!
LISON.
Cara Iara,
Não sei o que faría, mas a única forma sería um exame de HIV e DST depois de tempo e se tratar.
Parabéns pela postagem.....
Olá Iara,
Importantes as informações de um moda bastante claro.
A prevenção é fundamental para se evitar não só esse mal mas outros também. Continue com este seu trabalho. Acredito que está sendo útil pra muita gente.
Um abraço.
PS: O banner do seu blog me parece estar com problema. Não consegui acessar direto pelo meu blog. Quando tiver um tempinho mande-me o código novamente.
Cara Iara,
Não sei o que faría, mas a única forma sería um exame de HIV e DST depois de tempo e se tratar.
Parabéns pela postagem.....
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